4.9.16

as lições que a gente não precisava aprender

Esses dias atrás eu queimei minha perna com uma porcaria duma panela. Não foi nada grave nem profundo, só doeu (e ainda dói) que nem o diabo. To passando pomadinha, reclamando muito e, pra não perder o costume, brisando nas mil e uma coisas que esse evento pode significar.

Repare comigo: eu não precisava passar por isso. Quando você cai e se rala toda ou fica doente, você tem um problema que você não poderia evitar - ninguém pega uma gripe ou estoura o joelho no asfalto se pode evitar. É algo que você não sabia antes, não tinha como previnir. Já no meu caso rola uma frustração gigante porque EU FUCKING SEI QUE PANELAS QUENTES QUEIMAM. Eu entendo a física por trás do efeito que um ferro que tava no fogo pode ter na pele. Eu não precisava aprender isso na prática - mas a vida resolveu me ensinar mesmo assim.

E é engraçado porque isso continua acontecendo com a gente. Todo mundo sabe que fazer uma prova sem estudar muito provavelmente resulta num resultado ruim, mas quem nunca procrastinou até o último minuto e resolveu deixar pra reclamar da nota baixa depois? Quem nunca foi lá e encheu o bucho de quejio quando sabia que isso resultaria numa enchaqueca ou então se lotou de catchup sabendo que isso piora a gastrite? São lições que a gente já aprendeu, que a gente já sabe, que convivem conosco no nosso dia-a-dia. E dia após dia lá esta o cotidiano, nos forçando a passar por situações que, sinceramente, a gente não precisaria passar pra aprender. A gente não quer se arrepender o tempo gostoso que a gente passou no facebook ao invés de ir estudar ou daquela comida gordurosa que leva os níveis de endorfina lá pro alto, mas somos forçados a passar por esses momentos de sofrência e pra que? Pra reforçar que, nessa vida, estamos fadados aos momentos ruins?

Eu não queria acreditar nisso, mas as vezes eu acredito. Acredito que esses momentos ruins estão na história de todo mundo. Acredito que acontece bosta com todo mundo - e quando eu digo bosta eu nem me refiro a grandes tragédias não. Eu me refiro a essas cagadinhas que a gente faz que não deveriam importar, mas acabam se tornando um grande incomodo. Mas mais importante do que isso: eu acredito que nem tudo que acontece com a gente tem um significado profundo e uma grande lição de moral no final. Algumas coisas só acontecem porque a vida é uma porcaria de vez em quando.

Mas eu não vim aqui pra destilar negatividade não, isso pode ser muito libertador de vez em quando. Eu sei que eu não sou estúpida e incapaz de entender que panelas quentes queimam e isso só acontece porque eu sei que eu não estou 100% no controle de tudo que acontece comigo. De vez em quando o universo só tá afim de zuar com a minha cara mesmo e a única coisa que eu levo disso é um pouco mais de experiência ao lidar com queimaduras. E quem sabe? Amanhã eu posso ser eletrocutada por um fio descapado que eu CLARAMENTE sei que dá choque - simplesmente porque a vida é assim.

Então o que eu quero dizer com tudo isso é: você está liberado da culpa pelas pequenas bostas da sua vida. Essas coisas acontecem e elas não te definem enquanto indivíduo e é tão importante lidar com elas assim como é importante lidar com todo o resto. Ao mesmo tempo que estive andando por aí com uma queimadura horrorosa que provavelmente vai demorar pra cicatrizar e que insiste em trombar com toda superfície que eu encontro, eu estou num dos melhores momentos emocionalmente falando da minha vida, cada vez mais próxima das pessoas que eu amo e descobrindo dia após dia um pouco mais sobre mim mesma e o que me faz feliz. O fato de que uma panela me queimou sem o menor dos motivos ou propósitos é só um adendo à todo o resto e isso não pode me fazer pirar e passar a viver assim:























Até porque bosta vai acontecer de qualquer forma, mas as coisas realmente incríveis que podem acontecer quando não se vive com tanto cuidado às vezes acabam valendo o preço.

30.8.16

minha primeira experiência com o coletor menstrual

Aconteceu que: mamãe comprou um coletor pra ela e não gostou, não se adaptou. Aí, apesar de ser daquele tamanho um quase-nada maior para mulheres que já tiveram filhos, eu resolvi testar porque, sinceramente, qualquer coisa é melhor do que o que tem no mercado agora. Meu ciclo é sempre uma experiência traumática na moral, muita cólica e muito choro, mas isso é bem culpa minha mesmo porque eu cuido um total de zeros da minha saúde, então qualquer coisa que melhore esses dias aí compensa tentar. 

Sobre o produto em si: rosa, de silicone, extremamente maleável. Eu sei que minha mãe comprou aqui, mas sinceramente não sei nem dizer qual foi o kit que ela comprou, eu só ganhei mesmo. Mas é legal procurar grupos no facebook e pesquisar na web mesmo sobre lugares pra comprar, é até melhor não me usar de referência hahah. Sobre o tamanho, tirei uma fotinha com ele na palma da mão pra vocês terem uma noção mais real, mas é perfeitamente razoável. Eu cheguei a medir com o da minha irmã (que, no caso, é para mulheres que nunca tiveram filhos) e a diferença me pareceu mínima. 

Sobre a experiência: depois que eu entendi o rolê, foi sussa. Eu tive uma dificuldade meio motora (???) no começo, de não saber colocar mesmo e tudo parecia meio estranho. Mas tem vários tutoriais ótimos no youtube e imagens ultra didáticas perdidas pela web, então deu tudo certo. Eu conseguia sentir ele no começo, mas tenho certeza que era impressão sabe? Depois de um tempo ficou bem natural e confortável.

Eu escolhi um belíssimo dia para testar: uma festa. Primeiro dia. Botei o negócio quatro e meia da tarde e depois do primeiro corotinho flavors já nem lembrava da existência. Fui lembrar quando? No dia seguinte quando acordei. E tcharam: nem uma gota vazada. Nada. Tudinho la dentro. Claaaaaaro que isso é errado, não pode ficar tudo isso de tempo (eu imagino né) e o que eu fiz foi errado mas caraleos, não? O trocinho funciona mesmo. 

Então, fica aí registrado: amei, usarei e recomendo. Óbvio que tem que rolar uma adaptação, uns testes e tem gente que prefere outros métodos mesmo, é normal e a gente tá muito acostumada. Mas eu acho mesmo que vale a pena pelo menos testar porque a vida já é feita level extra hard pra mulher, então toda proposta positiva é bem vinda. E não vou mentir: é super bem legal ver o seu corpo, um processo natural seu se tornar um pouco mais traumático.

E fica aí meu post perfeitamente irrelevante sobre o coletor menstrual. Mais do que realmente passar informação sobre o bagulho, que tá aí graças a deusa acessível no google e no facebook, é legal usar o epaço que a gente tem pra falar do que acontece com a gente e promover a conversa com as miga. Então fica aí: já usou? Gostou? Acha legal ler sobre a experiência de outras pessoas, mesmo que completamente sem baseamento? Me fala!

16.8.16

Master Chef versão universitária

Dentre as inúmeras coisas sobre os meus hábitos que não são nem um pouco saudáveis talvez minha alimentação seja a rainha - eu como muito mal. Eu tenho uma preguiça muito sincera de tudo que envolve uma alimentação bonitinha: fazer compras, cozinhar, lavar a louça depois... Se não fosse pela existência do ser humano lindo que mora comigo, eu acho que sobreviveria mesmo de coisas que já vem prontas e demandam o mínimo de esforço possível.
Além disso a gente nunca pode ignorar o fato orçamento na conta. O mercado tá um absurdo de caro, minha gente, você entra com 50 conto no bolso e passa vergonha!! Então momentos críticos de se-vira-com-o-que-tem são bem frequentes - e no meio disso, várias burradas são feitas, claro.
Mas eu to falando tudo isso porque: tem saída, gente! Se até euzinha, com todo o meu talento e paciência para as artes culinárias, consigo de vez em quando fazer uns pratos decentes, qualquer um consegue. Observem:








Brócolis e farofa são ótimas coisas pra se ter em casa. Brócolis porque é verde e bonito e simplesmente delicioso e dá pra colocar em tudo que fica ótimo. Farofa porque ela tudo: traz um pouco de sabor pra comida mal temperada, ameniza comida muito salgada e dá um tchan na comida que não tem gosto de nada.

Molho branco também é uma ótima pedida, já que é  basicamente creme de leite e você pode incrementar com o que quiser/tiver em casa. Nesse aí eu coloquei creme de leite, margarina, alho, sal e umas fatias de mussarela.




Olha aí o brócolis de novo no que eu gosto de chamar de ~~arroz mágico~~
Nesse caso, eu fiz o arroz normal e coloquei pra cozinhar junto na mesma panela o brócolis, o milho, as batatas e o tempero. E pronto, tá pronto. Isso aí com uma maionese e uma farofinha é uma refeição mais do que completa nos meus parâmetros.

Mais uma versão do arroz mágico e nesse eu preciso confessar que meio que não sei. Eu fiz arroz com seleta (minha querida, adorada, amada, indispensável seleta!!) e tentei fazer um purê de batatas que virou mais um molho branco com pedaços de batata cozida. E aí, reiterando, farofinha e ready to go!

E, finalmente, esse que foi o possível melhor macarrão que eu já fiz. Reparem na farofinha, sempre presente! E acho até engraçado esse ser a pior foto e a pior situ - euzinha comendo na panela por falta de vergonha na cara - já que a comida em si ficou tão boa.
Eu cozinhei o macarrão com açafrão e numa outra panelinha eu fritei cebola e alho bem picadinhos (fiz com um pouco menos de meia cebola grande e dois dentes de alho). Quando o macarrão estava pronto, eu só misturei a coisa toda e comi. Ficou melhor do que os molho tudo.

Bom, não sei muito bem onde fica a utilidade desse post, mas pra garantir eu deixo aqui uma lição de moral pra vocês: morar longe dos pais não é fácil, gente. Eu poderia fazer um post enooooourme reclamando do perrengue que é comprar móveis (e sobreviver sem eles enquanto eles não existem), pagar contas (e ver aquela quantidade atroz de golpinhos indo embora com o aluguel) ou ter que cumprir com tarefas domésticas horrendas do tipo lavar a louça e dobrar roupas. Mas o perrengue inicial, e pior do que qualquer um dos citados, é se alimentar que nem ser humano. Principalmente quando você é o tipo de pessoa que aprendeu a fazer arroz com 18 anos e até o presente momento não sabe ligar o próprio forno.

Aguardem atualizações. E me mandem receitinhas!
















Master Chef versão universitária

Dentre as inúmeras coisas sobre os meus hábitos que não são nem um pouco saudáveis talvez minha alimentação seja a rainha - eu como muito mal. Eu tenho uma preguiça muito sincera de tudo que envolve uma alimentação bonitinha: fazer compras, cozinhar, lavar a louça depois... Se não fosse pela existência do ser humano lindo que mora comigo, eu acho que sobreviveria mesmo de coisas que já vem prontas e demandam o mínimo de esforço possível.
Além disso a gente nunca pode ignorar o fato orçamento na conta. O mercado tá um absurdo de caro, minha gente, você entra com 50 conto no bolso e passa vergonha!! Então momentos críticos de se-vira-com-o-que-tem são bem frequentes - e no meio disso, várias burradas são feitas, claro.
Mas eu to falando tudo isso porque: tem saída, gente! Se até euzinha, com todo o meu talento e paciência para as artes culinárias, consigo de vez em quando fazer uns pratos decentes, qualquer um consegue. Observem:








Brócolis e farofa são ótimas coisas pra se ter em casa. Brócolis porque é verde e bonito e simplesmente delicioso e dá pra colocar em tudo que fica ótimo. Farofa porque ela tudo: traz um pouco de sabor pra comida mal temperada, ameniza comida muito salgada e dá um tchan na comida que não tem gosto de nada.

Molho branco também é uma ótima pedida, já que é  basicamente creme de leite e você pode incrementar com o que quiser/tiver em casa. Nesse aí eu coloquei creme de leite, margarina, alho, sal e umas fatias de mussarela.




Olha aí o brócolis de novo no que eu gosto de chamar de ~~arroz mágico~~
Nesse caso, eu fiz o arroz normal e coloquei pra cozinhar junto na mesma panela o brócolis, o milho, as batatas e o tempero. E pronto, tá pronto. Isso aí com uma maionese e uma farofinha é uma refeição mais do que completa nos meus parâmetros.

Mais uma versão do arroz mágico e nesse eu preciso confessar que meio que não sei. Eu fiz arroz com seleta (minha querida, adorada, amada, indispensável seleta!!) e tentei fazer um purê de batatas que virou mais um molho branco com pedaços de batata cozida. E aí, reiterando, farofinha e ready to go!

E, finalmente, esse que foi o possível melhor macarrão que eu já fiz. Reparem na farofinha, sempre presente! E acho até engraçado esse ser a pior foto e a pior situ - euzinha comendo na panela por falta de vergonha na cara - já que a comida em si ficou tão boa.
Eu cozinhei o macarrão com açafrão e numa outra panelinha eu fritei cebola e alho bem picadinhos (fiz com um pouco menos de meia cebola grande e dois dentes de alho). Quando o macarrão estava pronto, eu só misturei a coisa toda e comi. Ficou melhor do que os molho tudo.

Bom, não sei muito bem onde fica a utilidade desse post, mas pra garantir eu deixo aqui uma lição de moral pra vocês: morar longe dos pais não é fácil, gente. Eu poderia fazer um post enooooourme reclamando do perrengue que é comprar móveis (e sobreviver sem eles enquanto eles não existem), pagar contas (e ver aquela quantidade atroz de golpinhos indo embora com o aluguel) ou ter que cumprir com tarefas domésticas horrendas do tipo lavar a louça e dobrar roupas. Mas o perrengue inicial, e pior do que qualquer um dos citados, é se alimentar que nem ser humano. Principalmente quando você é o tipo de pessoa que aprendeu a fazer arroz com 18 anos e até o presente momento não sabe ligar o próprio forno.

Aguardem atualizações. E me mandem receitinhas!
















Tecnologia do Blogger.
mostre as pernas. © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.